ESCÂNDALO DE DROGAS E CORRUPÇÃO NO GOVERNO DO RS

Drogas, dólares e corrupção se misturam numa história que está abalando a administração do governador do Rio Grande do Sul, Alceu Collares (PDT). Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pela Assembléia Legislativa começou no último dia 14 a apurar a existência de um esquema de corrupção instalado na máquina do governo e comandado por um parente próximo de Collares, Celestino Ignácio Elizeire Júnior, irmão da primeira-dama Neuza Canabarro Celestino está preso no Presídio Central de Porto Alegre, junto com o sócio Tomás Édison Acosta. No dia 22 do mês passado, os dois foram pegos em flagrante num escritório no centro da capital gaúcha com 300 gramas de cocaína e 400 gramas de maconha. Foi o início do escândalo. Seis dias depois, o empresário Rosalino Zorzi sentiu-se à vontade para levar à Assembléia revelações que provocaram a instalação da CPI. Zorzi afirmou que teve de pagar US$100 mil a lobistas e funcionários do governo estadual para receber faturas atrasadas devidas pela administração Collares a sua empresa, a Arcobaleno Projetos, Construções e Incorporações. Entre outras pessoas, o empresário disse que participam do esquema o cunhado de Collares, o secretário de Planejamento Territorial e Obras, Jorge Debiagi, e o ex-vice-presidente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (BANRISUL) Luiz Abadie. Antes de procurar a Assembléia, Zorzi entregou um dossiê ao próprio governador, mas não houve resposta (O ESP).