VACINAS CONTRA A AIDS DEVERÃO FUNCIONAR NO BRASIL

A perspectiva é otimista: testes feitos em diferentes países da Europa e nos EUA confirmaram que o vírus da AIDS mais comum no Brasil é o mesmo que predomina no Primeiro Mundo. Na prática, isso quer dizer que é forte a possibilidade de vacinas hoje em desenvolvimento-- todas em países ricos e baseadas em vírus lá presentes-- também funcionarem aqui. Os resultados acabam de ser apresentados e discutidos em Genebra (Suíça), num encontro promovido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Apesar de vírus do subtipo B serem os mais frequentes aqui, o exame de uma das amostras acusou também a presença de vírus do subtipo C (comum na África). O resultado, diz o cientista da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Bernardo Galvão, mostra a necessidade de manter um sistema de vigilância contínuo, a fim de detectar possíveis mudanças epidemiológicas no Brasil. "Esse dado sugere que um coquetel de vacinas (feito a partir de diferentes subtipos de vírus) poderá ser uma opção adequada para o Brasil", disse Galvão, que representou o país no encontro na Suíça (O Globo).