A União Industrial Argentina (UIA) anunciou ontem que fará propostas ao governo para que o país possa enfrentar as diferenças econômicas com o Brasil e para corrigir os rumos do MERCOSUL, que considera prejudiciais a alguns setores industrias. O presidente da UIA, Jorge Blanco Villegas, explicou que a inflação mensal de 35% no Brasil "não permite o estabelecimento de simetrias econômicas com a Argentina". A UIA considera que são insuficientes as medidas de proteção aprovadas pelo governo para a indústria têxtil, pois elas não impediram a forte concorrência das importações de vestuário. A UIA entende que o primeiro passo que o governo deve dar para aumentar a competitividade da indústria argentina seria a eliminação de "todos os impostos que incidem sobre a produção". A posição do presidente da UIA é considerada moderada. Dentro da entidade, há empresários com propostas mais radicais. Um deles, Gilberto Montagna, chegou a propor o adiamento do início do MERCOSUL. Outro membro da UIA, Diego Videla, afirmou, por sua vez, que a integração total da Argentina e Brasil "é impossível e só poderá se dar em determinados setores produtivos" (JC).