O Palácio do Planalto enviou ao Senado Federal, no último dia 14, relatório sobre as formas de financiamento escolhidas pelos bancos privados para renegociação da dívida externa de US$35 bilhões. Se o acerto passar pelo Senado, como se espera, o Brasil poderá assinar o acordo com os bancos. Segundo mensagem assinada pelo presidente em exercício Inocêncio de Oliveira, credores privados detentores de 95,11% da dívida já fizeram suas opções. Do total de US$35 bilhões, 33,16% (US$11,6 bilhões) serão, em princípio, renegociados por meio dos bônus ao par (sem desconto e pagando juros de 4% a 6% ao ano). Os bônus com desconto (desconto de 35% sobre o valor da dívida antiga e pagando juros de mercado) serão usados para o refinanciamento de 35% do total renegociado, ou US$12,2 bilhões. Os bônus com redução temporária de juros com capitalização serão usados para refinanciar 20,56% (US$7,2 bilhões). O bônus de redução temporária de juros e o bônus de conversão de dívida refinanciarão 5,51% e 5,77% da dívida renegociada, respectivamente (O ESP).