MINISTRO PROPÕE NOVO PROJETO RONDON NA AMAZÔNIA

O ministro do Meio Ambiente e da Amazônia Legal, embaixador Rubens Ricúpero, quer recriar um serviço de voluntários no país, nos moldes do extinto Projeto Rondon, para atuar na Amazônia. A idéia é treinar a comunidade local, principalmente nas áreas de saúde, educação, técnicas agrícolas, preservação ambiental, mineração e outras. Ontem, Ricúpero listou os principais projetos do seu ministério. Segundo ele, o serviço dos voluntários não teria caráter assistencialista. O embaixador está discutindo a proposta com as outras pastas, para estabelecer diretrizes e criar "estímulos" para tentar o engajamento imediato de estudantes e professores universitários. O Conselho de Coordenação para a Amazônia, recém-criado, deverá se reunir pela primeira vez nas próximas semanas. O conselho vai começar a discutir a política integrada para a Amazônia. O objetivo, segundo Ricúpero, é propor um plano global de ações para a região, envolvendo todos os órgãos do governo que atuam no local. Um Fórum Nacional para a Amazônia também será realizado, com a participação de representantes das organizações não-governamentais, universidades, entidades religiosas, governo e sociedade civil, para que sejam colhidas as sugestões para a política da região. O ministro acaba de chegar de uma viagem a Washington (EUA) e Genebra (Suíça), onde discutiu propostas para a área ambiental e, principalmente, negociou a liberação de recursos para o país. Em Washington, conseguiu a prorrogação, por mais dois anos, do prazo de desembolso de US$117 milhões do Banco Mundial (BIRD) ao governo brasileiro, relativo ao Programa Nacional do Meio Ambiente. O projeto estava prestes a ser cancelado, por encontrar-se atrasado, em função de questões burocráticas brasileiras. O país utilizou apenas 10% dos recursos do BIRD para o programa (FSP).