O governo divulgou ontem nota oficial afirmando que o acordo da dívida externa será concluído mesmo sem a adesão da família Kenneth Dart-- grupo industrial norte-americano que detém 4% da dívida brasileira, ou US$1,4 bilhão. A família não quer aderir às condições do acordo. Existe o risco de, em novos cálculos sobre o valor da dívida, os Dart possuírem mais de 5% do débito brasileiro, o que inviabilizaria o acordo. Até o momento, o governo conta com a adesão ao acordo dos credores que respondem por 95,11% da dívida em renegociação (US$35 bilhões), o que garante o percentual mínimo (95%) para a troca da dívida. Os credores optaram entre sete diferentes tipos de papéis oferecidos pelo governo. A proporção entre as opções vem sendo negociada com os credores desde janeiro último. A data da troca deverá ocorrer 35 dias após o entendimento com o FMI (Fundo Monetário Internacional) (FSP).