A Previdência Social em São Paulo entregou ontem à Procuradoria Geral da República 109 processos contra 189 empresários por crime de apropriação indébita. Eles são acusados de não terem repassados ao governo as parcelas da contribuição previdenciária cobradas de seus empregados. O procurador do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) no estado, Dráusio Barreto, estima que CR$300 milhões (em valores corrigidos) deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos por essas empresas. "Se constatados os crimes, os empresários responsáveis estarão sujeitos a penas de dois a seis anos de prisão", afirmou Barreto. Entre os notificados estão o diretor da Fundação Casper Líbero (que deve CR$80 milhões ao INSS), Vitor Malzoni; o vice-presidente da General Motors do Brasil, André Beer; e o ex-presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho (acusado de sonegar CR$30 milhões). Também foram enviados à Procuradoria processos contra 19 servidores e segurados do INSS acusados de falsificação de documentos para a obtenção de aposentadorias (O Globo).