Vinte e dois policiais da Divisão Anti-Sequestro (DAS) da Polícia Civil do Rio de Janeiro serão denunciados pelo sequestro e homicídio do funcionário da FIOCRUZ Jorge Careli. A informação foi dada ontem ao corregedor geral de Polícia Civil, Álvaro Luiz, pelo promotor Luiz Otávio de Freitas, que acompanha o caso. Jorge Careli desapareceu na noite de 10 de agosto, quando telefonava para a namorada de um orelhão na favela da Varginha, em Manguinhos. De acordo com a Polícia Civil, a principal prova contra os policiais da DAS são dois telefonemas dados para a casa da namorada de Careli na noite do seu desaparecimento. As ligações foram feitas de dois telefones celulares usados por policiais da DAS. Um dos aparelhos seria do delegado Oscar Alves, que participou da batida na favela de Varginha, e o outro estaria sendo usado pelo inspetor Placídio de Souza Neto. Os 22 policiais-- que representam quase um quarto do efetivo da DAS-- estão afastados de suas funções e se encontram à disposição da Corregedoria Geral de Polícia (O Globo).