Dos 5,42 milhões de habitantes do Rio de Janeiro (capital), 17,7%-- 962 mil-- moram em favelas. É o que revela levantamento concluído pelo Grupo Especial de Assentamentos Populares do Município (Geap), entregue recentemente ao prefeito César Maia (PMDB). É a Área de Planejamento 1-- a AP1, formada por Centro, São Cristóvão, Catumbi, Rio Comprido e Estácio-- que concentra mais favelados em relação à população: 39,7%. Segundo o secretário-executivo do Geap, Sérgio Magalhães, os dados dessa pesquisa servirão de base para se escolher as favelas prioritárias para serem urbanizadas e receberem outras melhorias. Sérgio explica que, nesta década, o número de favelas tem aumentado a um percentual superior ao do crescimento demográfico no município. O Rio tem, hoje, 573 favelas, sendo que 15 têm mais de 10 mil habitantes, 32 têm entre cinco e 10 mil, 164 entre mil e cinco mil e 362 até mil moradores. A pesquisa cita ainda que 4% das casas em favelas não contam com rede de água. Rede de esgoto é inexistente em 5% dos barracos. Já 40,5% das casas em favelas não têm qualquer rede de drenagem. O prefeito determinou ao Geap que apresente, a curto prazo, uma proposta de solução para a população que mora sob viadutos. Segundo estudo preliminar da Secretaria de Desenvolvimento Social, há 1.942 famílias vivendo nessa situação (O Globo).