O apoio da Alemanha à reivindicação do Brasil de ter suas exportações para a CE (Comunidade Européia) excluídas das restrições impostas pelo selo verde foi um dos mais importantes resultados da 20a. Sessão da Comissão Mista Brasil-Alemanha, realizada na semana passada em Leipzig, na Alemanha. A CE discute a implantação do "selo verde"-- obrigatoriedade do uso de 60% de papel reciclado nas embalagens para a entrada de produtos em seus mercados. A CE pretende adotar uma legislação para forçar o país exportador a ter de volta os produtos que não receberem o "selo verde". O protocolo do encontro, assinado pelos ministros Gunther Rexrodt (Economia), da Alemanha, e José Eduardo Andrade Vieira (Indústria e Comércio), inclui a preocupação do Brasil com a ação discriminatória do selo verde, considerado uma barreira não-tarifária. O ministro Rexrodt prometeu a Andrade Vieira levar a reivindicação aos seus parceiros na CE. O Brasil sugere a instalação de centros de reciclagem de embalagens para produtos importados dos países em desenvolvimento. Andrade Vieira diz que o "selo verde" é uma discriminação inaceitável porque o país produz suas embalagens a partir de "papel plantado" e não da derrubada de florestas (FSP).