O ministro do Trabalho, Walter Barelli, defendeu ontem a redução da jornada de trabalho como "um dos princípios para aperfeiçoar a relação capital-trabalho". Ele afirmou que as atuais 44 horas semanais constituem uma jornada muito longa. Na França, afirmou, acaba de ser aprovado um projeto no qual a jornada semanal passa a ser de 32 horas. Barelli não quis opinar sobre propostas isoladas, como a da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), de substituir as horas extras pela contratação por prazo determinado. O ministro do Trabalho disse que os trabalhadores têm "uma boa bandeira", que é a regulamentação das horas extras. Barelli disse que a questão trabalhista sofrerá poucas alterações durante a revisão constitucional. Segundo ele, "as lideranças sindicais estão se mobilizando mais para manter as cláusulas conquistadas em 1988 do que para propôr novos avanços" (FSP).