A OCUPAÇÃO MILITAR DA AMAZÔNIA

O Exército confirmou ontem a abertura de linhas de crédito estrangeiras para a compra de materiais bélicos pelo Brasil. Segundo o ministro do Exército, Zenildo Zoroastro de Lucena, o Ministério da Indústria e do Comércio estuda desde o início da semana o pedido de abertura de novos financiamentos no exterior, em negociações casadas com produtos agrícolas brasileiros. Entre os interessados nesse tipo de operação estão Rússi,a França, China e EUA. Os créditos liberados serão usados pelas três Armas e podem chegar a US$1 bilhão. O ministro explicou que grande parte das compras será de equipamentos leves de combate, destinados aos novos núcleos que serão instalados na Amazônia Legal, como parte do novo programa de ocupação da região pelo Exército. O ministro do Exército disse que a ocupação militar da Amazônia será feita por pequenos contingentes, mas altamente capacitados para o combate. Ele destacou a importância da região para o futuro econômico do país e acentuou a necessidade de acompanhamento militar do processo de povoação da região com a criação de novos núcleos e envio de tropas. "A Amazônia será o novo pólo de desenvolvimento do país", argumentou. Os grupos transferidos de vários pontos do país deverão reforçar o contingente das quatro brigadas de Infantaria de Selva, da Amazônia Legal, situadas em Tefé, Marabá, Boa Vista e Porto Velho. A prioridade será a defesa das fronteiras. O país acertou intenso intercâmbio militar com a Guiana a fim de contornar prováveis conflitos com manobras norte- americanas nas proximidades do território brasileiro. Para o ministro do Exército, foi positivo o saldo da Operação Surumu, a maior mobilização militar conjunta já realizada na região amazônica, que ontem teve seu "dia D", com assalto aeroterrestre de 800 pára- quedistas a 220 km de Boa Vista (RR) (O ESP).