MERCOSEGURO SOFRERÁ ATRASOS

O presidente do Sindicato das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização do Estado do Rio Grande do Sul, Miguel Junqueira Pereira, reconheceu ontem que a integração da atividade seguradora prevista pelo MERCOSUL não ocorrerá no prazo desejado pelos governos dos quatro países-membros. "Os governos sempre estabelecem prazos que são mais políticos do que sensatos", afirmou Junqueira, que também coordena os trabalhos do Comitê Coordenador Brasileiro do Mercoseguro. Junqueira disse que, no caso do setor de seguros, incluído no subgrupo IV do Tratado de Assunção, não há condições de se promover a integração plena da atividade marcada para 1o. de janeiro de 1995. Isso porque os países signatários precisam executar reformas estruturais internas, antes de iniciar o processo de livre mercado entre si. No caso brasileiro, os parceiros do chamado Mercoseguro, segundo relato de Junqueira, pleiteiam a quebra do monopólio do resseguro mantido pelo Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), dentro de um regime de liberdade previsto no âmbito do MERCOSUL. Seguradores e representantes de órgãos normativos dos mercados brasileiro, argentino, uruguaio e paraguaio estarão reunidos, entre os dias 17 e 19 de novembro, em Montevidéu, para discutir a regulamentação do Mercoseguro (JC).