As principais entidades empresariais do país decidiram se unir informalmente, em um movimento denominado por alguns industriais como Movimento dos sem lenço e sem documento, para lutar pela inclusão de alguns pontos que consideram essenciais na revisão constitucional. Querem que a reforma da Carta de 1988 contemple as reformas tributária, fiscal e da Previdência e acabe com a discriminação do capital estrangeiro. A primeira reunião dessa entidade sem nome oficial ocorreu há uma semana na sede da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Todas as entidades, sem exceção, decidiram que não haverá um grupo de coordenadores nem será definido nome para o grupo ou local de funcionamento. Foi indicado como coordenador técnico do movimento o empresário Jorge Gerdau Jonhanpeter, do Grupo Gerdau. Ele é um defensor do liberalismo econômico, sendo um dos principais dirigentes do Instituto Liberal. Pertence também ao Conselho Superior de Orientação Política e Social da FIESP. O movimento defende uma agenda mínima de trabalho para a revisão e quer preservar, sem modificações, os direitos sociais incluídos na Constituição (O ESP).