As privatizações na Argentina começam a abrir maior espaço para a participação de empresas brasileiras na economia daquele país. Com isso, o processo de associação entre companhias dos dois países deve ser acelerado. Essa é a avaliação do advogado de uma empresa que presta serviços de consultoria para a formação de empresas binacionais e "joint- ventures". "Uma vez privatizadas, as empresas precisam de investimentos maciços e de parceiros para serem competitivas", diz o consultor. Ele conta que uma grande indústria brasileira de laticínios, que já foi líder do mercado nacional, quer comprar uma empresa tradicional da Argentina no ramo. Segundo ele, a estratégia a ser adotada será similar à da Parmalat, que comprou uma fábrica na Argentina e alugou a marca La Vascongada. Outra informação diz respeito a um dos maiores e mais tradicionais conglomerados brasileiros de capital nacional que acaba de abrir escritório em Buenos Aires, onde vai avaliar as oportunidades de negócios e descobrir parceiros. O interesse do conglomerado é o pólo petroquímico argentino, em fase de privatização. Há outros negócios em andamento: um tradicional moinho argentino, da Província de Córdoba, procura sócios brasileiros; a Hering também abriu escritório na Argentina com a intenção de montar uma indústria têxtil; os setores de transportes ferroviários e estradas de rodagem estão atraindo negócios; há concessões em aberto para instalação de linhas telefônicas nas estradas. Áreas onde há também interesses em curso: transporte naval, portos, estaleiros e fábricas de armamentos (JC).