Os 15 deputados que entraram no PSD nas últimas semanas estão sob suspeição e poderão até mesmo ser cassados. A afirmação é do corregedor parlamentar da Câmara dos Deputados, Fernando Lyra (PSB-PE), que considerou "muito grave" a denúncia de que eles teriam recebido de US$30 mil a US$50 mil para assinar ficha de filiação no inexpressivo PSD. É um comportamento aético, indecoroso, criticou Lyra. Tanto os deputados aliciados como os parlamentares responsáveis pelos supostos pagamentos poderão ser punidos com a cassação de mandato. Os parlamentares que aceitaram dinheiro para mudar de partido político não correm risco de ser processados com base na legislação eleitoral. De acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Sepúlveda Pertence, a "compra" de parlamentares constitui problema mais ético do que legal. "A lei é indiferente à motivação mais ou menos ética que um cidadão tenha para se inscrever nesse ou naquele partido", explicou. De acordo com Pertence, essa é uma questão de decoro parlamentar que deve admitir penalidades no âmbito do próprio Congresso. Entre os dias 15 de setembro e 1o. de outubro o PSD aumentou sua bancada de seis para 21 deputados. Entraram no partido: Luiz Dantas, Carlos Roberto Massa, Nobel Moura, Matheus Iensen, Wanda Reis, Pascoal Novaes, Jairo Azi, Pinga Fogo de Oliveira, Reditário Cassol, Fausto Rocha, Edi Siliprandi, Jonival Lucas, Sérgio Brito, Itsuo Takayama e Pedro Novais. A maioria egressos do PP (O ESP).