O tema de abertura da Assembléia Revisora, que será instalada amanhã, é o ajuste das contas públicas. Líderes do PMDB, PSDB e PFL pretendem negociar com os outros partidos um ajuste fiscal amplo, com a fixação de novas regras para os bancos oficiais. A independência do Banco Central e as atribuições dos governos federal, estaduais e municipais também serão debatidas nesta primeira etapa. A abertura da economia, um dos temas mais delicados da agenda estabelecida pelos três partidos majoritários, virá depois. Os presidentes dos partidos contrários à revisão constitucional se reúnem hoje para traçar uma estratégia conjunta no Congresso Nacional. A reunião vai ampliar a ação dos partidos, restrita até agora às lideranças e bancadas da Câmara dos Deputados. Ontem, os "contras" tiveram a primeira derrota na Justiça: o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o mandado de segurança e a liminar do deputado Fernando Lyra (PSB-PE) contra a revisão. Os partidos e entidades civis contrários à revisão prometem reunir hoje 15 mil pessoas em frente ao Congresso no ato que já foi batizado de "Dia Nacional de Luta Contra a Revisão". Na Justiça, o PT, PDT, PSB e PC do B tentam mais uma vez impedir a revisão (O ESP) (FSP).