A implementação do MERCOSUL já é uma bandeira nacional e suprapartidária na Argentina e mesmo que o partido do presidente Carlos Menem, o Justicialista, tivesse sido derrotado nas eleições legislativas do último dia três em favor da União Cívica Radical, do ex-presidente Raúl Alfonsín, não haveria retrocesso no cronograma para a entrada em vigor de uma zona de livre comércio e uma união aduaneira em janeiro de 1995. O comentário foi feito ontem por fonte diplomática argentina. O presidente Menem conseguiu aumentar seu apoio na Câmara com a eleição de mais oito deputados peronistas, o que lhe dá agora a possibilidade de obter uma maioria simples, mas não o respaldo suficiente para reformar a Constituição, o que exigiria dois terrços de votos favoráveis ao presidente. Com a maioria simples, Menem pode agora aprovar alguns projetos de lei. A eleição presidencial na Argentina deverá ocorrer entre dezembro do próximo ano e março de 1995. O governo brasileiro está aguardando um informe detalhado da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) sobre os bens de capital afetados com a perda de preferência tarifária na Argentina. Há uma consciência de que se deve olhar a questão do comércio com a
76035 Argentina de uma perspectiva mais global, sem deixar de defender os
76035 interesses do setor privado, mas de forma a não criar obstáculos para o
76035 intercâmbio, comentou Sérgio Florêncio, chefe do departamento de Integração do Itamaraty (GM).