MG SOLUCIONA DESNUTRIÇÃO COM "PÃO FORTE"

O "pão forte", um novo alimento que reúne as vitaminas A e B12, além de elementos como ferro, cálcio e proteínas, está solucionando, de forma barata, casos de desnutrição registrados em creches da região metropolitana de Belo Horizonte (MG). O valor nutricional do alimento é tamanho que cada dois quilos do "pão forte" equivalem a 10 quilos de carne, a 55 litros de leite, e a 120 ovos ou a um caminhão de pãozinho de sal comumente vendido nas padarias do país. O "pão forte" começou a ser idealizado em 1986, mas só há pouco mais de um ano vem sendo experimentado de forma prática. Nos primeiros quatro meses em que foi oferecido a 56 crianças de creches das comunidades pobres de Contagem, na região metropolitana, no início do ano passado, o alimento conseguiu modificar o quadro de desnutrição existente: 16% das crianças estavam desnutridas e apenas 21% eram consideradas nutridas. As demais mantinham níveis intermediários de nutrição. Alimentadas diariamente com o "pão forte", elas passaram a ser apenas 7% desnutridas contra 32% nutridas. Hoje, cerca de 200 crianças são alimentadas com o pão forte, feito basicamente de fubá, trigo, arroz e feijão, além das vitaminas, de sulfato ferroso e outros ingredientes. Para melhorar o gosto do produto e atrair as crianças foi acrescentado à receita o amendoim. O "pão forte" fabricado em Contagem não é distribuído de graça. O preço de cada unidade (CR$1,50) no entanto, é um sexto do preço médio cobrado por uma unidade do pão de sal comum (JC).