O Brasil, numa aliança com grandes exportadores como a Malásia, está protestando contra a "discriminação" no mercado de madeira tropical, por causa do rigor nas normas ambientais. O grupo reivindica que o comércio de madeiras das florestas boreal e temperada (localizadas nos países ricos, na sua maioria) também seja controlado pelo Acordo Internacional sobre Madeira Tropical (ITTO), em vigor na ONU desde 1983. Essa posição será reiterada no próximo dia quatro, numa negociação em Genebra (Suíça) que reunirá representantes de 23 países responsáveis por 90% das exportações de madeira tropical no mundo, e outros 27 países responsáveis por 80% das importações mundiais, entre eles Japão e EUA. Eles vão discutir a substituição do atual acordo, que expira em 31 de março de 1994, e que nos últimos 10 anos funcionou como um canal de negociação entre exportadores e importadores. O mercado de madeira tropical movimenta hoje US$7,5 bilhões por ano. Segundo previsões não confirmadas, as exportações de madeira tropical brasileira deverão ultrapassar US$1 bilhão esse ano, em parte por causa da retirada do mercado da madeira da região de Sarawak, na Malásia. Segunda maior exportadora mundial-- cerca de US$3,5 bilhões anuais-- a Malásia teve que suspender as exportações dessa região, depois que relatórios da ITTO denunciaram a exploração insustentável da madeira, com danos às florestas (O Globo).