Um estudo encomendado pela Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de São Paulo propõe novas alíquotas de importação para seis produtos agropecuários. As tarifas compensariam os subsídios aplicados pelos países desenvolvidos aos seus produtos, podendo também se transformar em tarifas externas comuns do MERCOSUL, que deverão ser definidas até o final do ano. A pesquisa foi coordenada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP), Fernando Homem de Melo e chegou aos seguintes valores: trigo e arroz, 16%; laticínios, 22%; açúcar, 52%; milho, 9%; e carnes, 14%. "A abertura comercial do Brasil está também reduzindo as tarifas de importação dos produtos agrícolas. Essa pesquisa mostrou que, em vários casos, essas reduções estão ocorrendo de maneira equivocada", diz o estudo "A agropecuária paulista, a liberação comercial e o MERCOSUL". Segundo Homem de Melo, o mercado internacional ficou distorcido por causa da política protecionista do conjunto dos países industrializados. O estudo mostra ainda que uma redução nas tarifas de importação de insumos e nos impostos internos pode baixar os custos da produção agrícola entre 14% e 18% (GM).