A primeira iniciativa internacional destinada a criar um padrão ambiental único para a atividade florestal deverá concretizar-se nesta semana em Toronto, no Canadá, na próxima reunião do Forest Stewardship Council (FSC), um comitê formado há um ano por ambientalistas, madeireiros fabricantes de papel e celulose e representantes de outras indústrias ligadas ao setor florestal do mundo inteiro. O FSC propõe-se criar um sistema de certificação internacional do manejo florestal para garantir a credibilidade dos selos verdes, uma espécie de certificação das certificações. Animados com a perspectiva de encontrar o instrumento capaz de afastar dúvidas sobre a procedência dos seus produtos, exportadores brasileiros de papel e celulose embarcam para Toronto. "Pela primeira vez abre-se a possibilidade de um acordo entre indústrias e ambientalistas", afirma Carlos Alberto de Oliveira Roxo, coordenador de meio ambiente da associação que congrega os maiores exportadores de celulose do Brasil, a Abecel, e gerente da Aracruz Celulose. Roxo, que vai representar o setor exportador na reunião, acredita que falta um instrumento capaz de certificar com segurança se as florestas artificiais estão sendo devidamente plantadas e se a extração de madeira das florestas nativas está sendo feita com boas técnicas de manejo. Dúvidas a esse respeito prejudicam os exportadores brasileiros, que precisam empenhar-se crescentemente para dar explicações aos importadores de seus produtos (GM).