As 46,3 milhões de brasileiras em idade fértil terão, a partir de 1o. de outubro, acesso a dois métodos anticoncepcionais: o DIU de cobre e o diafragma, que serão distribuídos pelos hospitais públicos conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, o Ministério da Saúde pretende diminuir o número de ligaduras de trompas no país, que já alcançou 14 milhões (44,4%) das 32,8 milhões de mulheres em idade fértil que recorrem a algum tipo de método anticoncepcional. O DIU e o diafragma- -com o custo de CR$1,2 mil e CR$1,4 mil por unidade-- serão pagos pelo SUS. Com a distribuição do DIU e do diafragma nos hospitais públicos, a Secretaria de Assistência à Saúde espera aumentar, nos próximos meses, de 500 mil para dois milhões o número de mulheres que usam esses contraceptivos no país. A pílula anticoncepcional, o método mais eficiente, é usado por 12 milhões de brasileiras, mas ainda não é oferecida pelo SUS-- o que poderá acontecer ainda este ano. O objetivo é dar, principalmente às famílias de baixa renda, acesso
75949 gratuito a dois métodos anticoncepcionais para planejamento familiar, explicou o secretário Carlos Mosconi. Segundo ele, o Departamento de Planejamento Familiar do Ministério da Saúde vem distribuindo camisinhas para as secretarias estaduais de Saúde. Mas essas são usadas, principalmente, em campanhas de prevenção à AIDS e às doenças venéreas. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) criticou a decisão do Ministério da Saúde de distribuir DIU e diafragmas. O presidente da entidade, dom Luciano Mendes de Almeida, afirmou que a Igreja condena qualquer tipo de método anticoncepcional artificial, permitindo apenas os métodos naturais (O Globo).