A ELETROBRÁS está negociando com a Venezuela a importação de energia elétrica como alternativa para resolver problemas do abastecimento de Roraima. O estado tem planos de construir uma hidrelétrica no rio Cotingo, em área de reserva ainda não demarcada dos índios macuxis, uapixanas e caracós. Segundo a ELETROBRÁS, tentativas anteriores de compra de energia da concessionária venezuelana Edelca esbarraram no problema de falta de excedentes, o que estaria sendo contornado agora por novos aproveitamentos hidrelétricos no rio Caruni, na Venezuela. A importação ganhou um forte aliado no Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), da USP. Segundo os estudos do IEE, a construção de uma linha de transmissão entre a região da usina hidrelétrica de Guri, na Venezuela, e Boa Vista (RR), custaria US$100 milhões, US$50 milhões a menos que a usina de Contigo. Com a vantagem de que a energia chegaria a um custo entre US$40 e US$50 o megawatt-hora, ante US$55 e US$60 o MWh no projeto brasileiro. Sem contar que o meio ambiente e as comunidades indígenas não seriam afetados (GM).