O PFL chegou ontem à conclusão de que tem cacife para lançar candidato próprio à Presidência da República-- mas nem por isso quer descartar coligações. No encerramento da convenção nacional do partido, ontem, em Brasília (DF), tanto o PP quanto o PPR tiveram lugar de destaque na mesa e o governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, foi declarado "candidato natural" do partido. O PFL também quer que a revisão constitucional ocorra a partir de seis de outubro. A "tropa de choque" do ex-presidente Fernando Collor de Mello no Congresso Nacional assumiu o comando da nova Comissão Executiva Nacional do PFL. Três ex-ministros de Collor-- Jorge Bornhausen (chefe da Secretaria de Governo), Ricardo Fiúza (Ação Social) e Eraldo Tinoco (Educação)-- ocupam os principais cargos da Executiva. Bornhausen tornou-se presidente do partido. Fiúza, responsável pela caça aos votos favoráveis a Collor no Congresso, voltou a ser o primeiro vice-presidente; Tinoco é secretário-geral (FSP).