OPOSITORES DA REVISÃO ADMITEM DAR APOIO A "EMENDÃO"

Os partidos que se opõem à realização da revisão constitucional comunicaram ao líder demissionário do governo no Senado, Pedro Simon (PMDB-RS), e ao ministro da Justiça, Maurício Corrêa, que estão dispostos a dar respaldo a uma emenda visando unicamente uma profunda reforma fiscal e tributária, que inclua a Previdência Social. Ontem, o coordenador parlamentar do Movimento Cívico Contra a Revisão, deputado Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), garantiu que os parlamentários contrários à reforma da Carta estão dispostos a assegurar o quórum para a aprovação do chamado "emendão", desde que o governo também concorde em apoiar o adiamento da revisão. O deputado Maurício Ferreira Lima (PMDB-PE) pretende sugerir que o partido feche posição a favor do adiamento da revisão para 15 de fevereiro de 1995. Os partidos que se opõem à revisão-já, como PDT, PT, PSB, PC do B, alguns segmentos do PSDB e do próprio PMDB, porém, deixam claro que a disposição de dar sustentação ao debate de um "emendão" tributário e fiscal não significa que abram mão da prerrogativa de posicionar-se contra algumas questões de forma. "Em linhas gerais podemos assumir uma posição favorável, embora não possamos garantir o voto em questões adjetivas", afirmou Vivaldo Barbosa (JB).