SALDO MENOR COM ARGENTINA

O Brasil reduziu o superávit a seu favor na balança comercial com a Argentina. O saldo, no primeiro semestre deste ano, caiu para US$383,7 milhões, comparados com US$585 milhões em igual período de 1992. Este comportamento já reflete as iniciativas negociadas entre os governos dos dois principais países do MERCOSUL para reduzir os desequilíbrios comerciais entre eles. Enquanto as importações brasileiras cresceram 78% entre janeiro e junho deste ano, saltando de US$660 milhões para US$1,172 bilhão, as vendas brasileiras à Argentina variaram apenas 25,18% no mesmo período, de US$1,243 bilhão no primeiro semestre de 1992 para US$1,556 bilhão nos primeiros seis meses deste ano. Essas são as últimas estatísticas desagregadas do MERCOSUL, conforme dados do Departamento Técnico de Intercâmbio Comercial (DTIC). Nos primeiros seis meses deste ano foram importados US$90 milhões de cereais (as compras de trigo compõem praticamente 100% deste item), crescendo 137,8% em comparação com o primeiro semestre de 1992. Maior ainda foi o resultado no item "combustíveis minerais", onde o petróleo ocupa espaço predominante: US$190 milhões neste ano, comparados com US$13,5 milhões em igual período de 1992, significando 1.000% de aumento. As compras brasileiras de automóveis, partes e peças cresceram 126% nos primeiros seis meses do ano, somando US$146 milhões e situando-se como terceiro principal agregado de produtos argentinos importados pelo Brasil. A integração regional do setor automotriz é sentida também nas estatísticas das exportações brasileiras. Entre janeiro e junho último, as exportações brasileiras de automóveis, suas partes e peças para o mercado argentino alcançaram US$400 milhões, mantendo a liderança entre os produtos comercializados pelo Brasil para seu parceiro do MERCOSUL. Embora tenha aumentado muito suas compras da Argentina, o Brasil não deixou de fazer crescer também suas vendas para o MERCOSUL. O saldo comercial com o MERCOSUL foi quase US$200 milhões maior do que os US$722 milhões de janeiro a junho de 1992, perfazendo US$906 milhões no primeiro semestre de 1993. Ao Paraguai, o Brasil vendeu mais 122% em máquinas, aparelhos eletromecânicos e produtos químicos. Ao Uruguai, mais 99,74%, sobretudo automóveis, partes e peças. No total, foram US$2,376 bilhões neste ano em exportações, comparados com US$1,630 bilhão, no período janeiro/junho de 1992. As importações, neste primeiro semestre, foram de US$1,479 bilhão (GM).