O Chile pedirá sua inclusão no MERCOSUL dentro de três ou quatro anos. A previsão é do negociador oficial da dívida externa do Chile, Eduardo Animat, acrescentando que dentro deste prazo o MERCOSUL se tornará uma realidade macroeconômica estável. "Nesse momento vamos solicitar nossa integração ao MERCOSUL", disse. O Chile se mantém fora do MERCOSUL devido à sua negativa de estabelecer uma taxa externa comum com seus vizinhos. Ao mesmo tempo, mantém seu interesse em participar do NAFTA, que criará um mercado de 300 milhões de pessoas, incluindo os EUA, México e Canadá. O economista sublinhou que existe uma integração de fato entre as economias da Argentina e do Chile. As empresas chilenas investiram na Argentina US$1,2 bilhão em dois anos, e ocupam o quinto lugar na lista de países que participaram do processo de privatização. Animat destacou também o fato de que a construção de um gasoduto e um oleoduto binacionais, os dois maiores empreendimentos conjuntos, "aumentam a aproximação". Mas para aprofundar essa integração, o Chile deseja "regras estáveis, certeza, abertura e economias complementares", disse Animat. O presidente do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy, pretende que o MERCOSUL crie um tribunal supranacional de justiça para deter e neutralizar medidas protecionistas da Argentina e do Brasil, os dois sócios maiores do projeto. "Precisamos de regras de jogo claras, e também de alguém que julgue esses comportamentos, que, por razões não desejadas e que dizem respeito à economia, afetam os outros membros", disse Wasmosy. O governante paraguaio informou que durante sua permanência no Uruguai, no último dia 18, manifestou ao presidente Luiz Lacalle a necessidade de criar algum órgão com esse objetivo. Wasmosy esclareceu que sua intenção não é a criação de um parlamento independente, paralelo ao de cada país, mas a de um órgão que julgue o comportamento dos países que assinaram o Tratado de Assunção (JC).