FABRICANTES PLANEJAM ADAPTAR OPERAÇÕES

Empresas estrangeiras instaladas no Brasil já estão reestruturando negócios, com base em vantagens comparativas, criadas a partir da implementação do MERCOSUL, prevista para 1994. "O MERCOSUL permitirá a racionalização de investimentos, otimizando os recursos aplicados na região", explica o vice-presidente da Shell do Brasil, responsável pela área de químicos, Luiz Fortes. A empresa está investindo US$93 milhões para a instalação de sua primeira fábrica de borracha termoplástica no Brasil, que atenderá, além do mercado doméstico, as necessidades de demanda da América Latina, principalmente Argentina e Uruguai. O processo de produção da fábrica brasileira terá também a interação da Shell da Argentina (Shell Capsa), de onde será importado óleo extensor, insumo para dá maciez à borracha termoplástica. Também a Xerox, que tem no Brasil seu mais importante parque industrial da América Latina, encara o MERCOSUL como estratégia para "aumento da escala de produção e de competitividade", conforme afirma o gerente para assuntos com o governo, Henrique Rzezinski. Para isso, segundo ele, serão exploradas as vantagens comparativas de cada um dos países-membros, como, por exemplo, a utilização, pela Xerox argentina da rede brasileira de fornecedores de partes, peças e componentes. A Aga, indústria sueca de gases industriais, com unidade produtiva na maioria dos países latino-americanos, "já é líder de mercado na Argentina e acompanha de perto a evolução do MERCOSUL", diz o presidente da subsidiária brasileira, Fernando Mota (GM).