A economia brasileira cresceu 5,49% no primeiro semestre deste ano sobre igual período de 1992, informou ontem o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A indústria de transformação registrou expansão de 10,89% nos primeiros seis meses de 1993; a agropecuária, de 0,93%; o comércio, de 8,76%; e o setor de serviços, de 3,50%. O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano teve expansão de 1,3% sobre o primeiro. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o produto real medido em abril/junho aumentou 6,7% e, na taxa acumulada dos quatro trimestres, 1,18%, confirmando a reversão da tendência de taxa negativa do PIB dos três últimos anos. A indústria, o setor mais atingido pela recessão, puxou a retomada da economia. A produção de bens de capital, principalmente de ônibus e caminhões e máquinas e implementos para a agricultura e construção civil e de bens duráveis, com destaque para automóveis e eletrodomésticos, está liderando esse processo de recuperação. Fatores como a expansão da massa salarial em 7%, no primeiro semestre; o crescimento do salário médio real de 9,7% no mesmo período; a queda dos juros reais, principalmente de abril a junho; o aumento das exportações de manufaturados; e a elevação da renda agrícola proveniente de uma bem- sucedida comercialização da safra passada contribuíram para o aquecimento da atividade manufatureira e do comércio (GM).