O governo do Uruguai lançou uma ofensiva contra a pirataria de marcas, pressionado por uma "avalanche" de registros às vésperas da entrada em vigor do MERCOSUL. O diretor nacional de propriedade industrial, Juan Pedro Bordaberry, disse ontem que aplicará julgamentos sumários para evitar a extorsão contra os proprietários legais das marcas. Para isso, aplicará uma nova regra que permite a revogação da inscrição de marcas consideradas ilegais, num prazo máximo de 45 dias. De acordo com as normas anteriores, o processo demorava até três anos, o que favorecia os especuladores, disse Bordaberry. A demora para decidir sobre as marcas impugnadas faciliava o trabalho dos piratas para pressionar os verdadeiros proprietários, que assim eram obrigados a pagar grandes somas de dinheiro para poder vender seus produtos no mercado, explicou (JC).