O Banco Mundial (BIRD) afirmou que os acordos financeiros que estão sendo realizados com o Brasil e os que foram firmados com a Argentina são uma indicação adicional do fim da crise da dívida externa na América Latina. O presidente da instituição, Lewis Preston, disse que a firme estabilização da economia da região, somada às taxas de juros relativamente baixas nos EUA, criaram um clima propício para um substancial fluxo de capitais aos países que aplicaram com maior eficácia reformas estruturais em suas economias. Um informe em separado do BIRD revelou que os ingressos líquidos de capital passaram de US$40 bilhões em 1991 para US$57 bilhões em 1992. A Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), organismo ligado à ONU e que normalmente exprime pontos de vista diametralmente opostos aos do BIRD, revelou números diferentes e disse que a dívida regional está aumentando como resultado da contratação antecipada dos fluxos de capital em 1993. Segundo a CEPAL, até o fim do ano, o fluxo líquido de capital à região poderá ficar em torno de US$50 bilhões, inferior ao de 1992. O secretário-executivo Gert Rosenthal disse que embora os valores tenham sido substanciais não foram ainda suficientes. Com isso, segundo a CEPAL, a dívida acumulada da América Latina, que foi de US$438 milhões em 1992, aumentará em termos nominais entre 5% a 6% em 1993 (JB).