MULTINACIONAIS ALEMÃES E A REVISÃO CONSTITUCIONAL

A fatia do Brasil no total dos investimentos diretos estrangeiros na América Latina será reduzida a um nível recorde negativo inferior a 20% na primeira metade desta década, caso a revisão constitucional do mês que vem não elimine a discriminação ao capital estrangeiro. A previsão é de Hermann Wever, presidente da Siemens do Brasil. "A discriminação cria insegurança e atua como uma barreira para a entrada de novos investimentos no país", disse ele. As empresas brasileiras de capital alemão tem o segundo maior investimento estrangeiro no Brasil, com US$6 bilhões. Cláudio Sonder, presidente da Hoechst e da Câmara Alemã, disse que o empresariado alemão defende "uma pauta mínima" para a revisão constitucional, para "não dispersar esforços", que possa "tornar o Brasil atrativo para um maior envolvimento financeiro e de investimentos diretos do capital externo". Ele pediu isonomia no tratamento ao capital estrangeiro, fim do monopólio dos serviços de telecomunicações, eliminação do monopólio sobre a exploração e distribuição de gás canalizado, reformas tributária e fiscal, reforma do sistema financeiro, eliminação das reservas de mercado e a permissão para as empresas estrangeiras participarem da assistência à saúde (FSP).