A América Latina só ratificará o texto final da Rodada Uruguai do GATT (Acordo Geral de Tarivas e Comércio) se europeus e norte-americanos aceitarem reduzir os subsídios que aplicam na produção e exportação agrícola. Num documento apresentado ontem, em Montevidéu, ao novo diretor do GATT, o irlandês Peter Sutherland, os representantes latino-americanos do Grupo do Rio-- que integra 13 países-- condicionaram a aprovação do acordo desde que sejam mantidas as cláusulas da Ata Final, no que se refere à questão agrícola, consideradas "mínimas" para um entendimento. Não devemos permitir que o egoísmo comercial de alguns prejudique os
75781 esforços de construção de um sistema internacional mais justo e eficaz, afirmou o representante brasileiro, Roberto Abdenur, o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores. Ele e demais chanceleres, como o argentino Guido Di Tella e o uruguaio Sergio Abreu, destacaram o fato de a América Latina estar empenhada numa ampla redução de barreiras tarifárias, sem a contrapartida das nações industrializadas. Sutherland, que segue agora para os EUA, afirmou que sem a jurisdição do GATT "o comércio mundial virará uma selva". Ele voltou a defender o dia 15 de dezembro para conclusão das negociações (O ESP).