SEMINÁRIO DEBATE DESENVOLVIMENTO E ECOLOGIA

O governo brasileiro tem até dezembro para azeitar a sua máquina burocrática e captar US$30 milhões para projetos ligados à biodiversidade já liberados desde 1991 pelo Banco Mundial (BIRD). Para fugir de problemas burocráticos como este, ambientalistas defendem o acesso direto do setor privado a financiamentos externos para projetos ambientais. Esta foi uma das principais conclusões do seminário "Rio Workshop", que durante três dias discutiu no Rio de Janeiro a grande questão não respondida pela Rio-92: como os países em desenvolvimento poderão conseguir recursos suficientes para implementar projetos de desenvolvimento sustentáveis (desenvolvimento econômico com preservação ambiental)? Com apoio da ONU, o seminário foi promovido pela FBDS (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável), que reúnice 24 grandes empresas brasileiras, como a CVRD e a Klabin Papel e Celulose. O encontro reuniu cerca de 50 pessoas. O secretário-executivo do Olade (Organizacion Latinoamericana de Energia), Gabriel Sanchez Sierra, disse que a reunião foi importante porque até o final do ano será reestruturado o GEF (Global Environment Facility)-- o fundo dos países industrializados para financiar projetos ambientais. Os pontos acordados no seminário serão encaminhados para as discussões relacionadas à reestruturação do GEF. Os participantes do seminário definiram que o GEF deve fazer uma análise social dos projetos de desenvolvimento sustentável-- e não apenas econômica-- que leve em conta os custos e benefícios para a produção. Foi defendido ainda o financiamento de projetos de preparação de recursos humanos para lidar com o conceito de desenvolvimento sustentável (FSP).