Até agora, o governo conseguiu arrecadar US$145 milhões em dinheiro vivo, com os leilões de privatização, recursos que ainda não chegaram aos cofres do Tesouro Nacional, na sua totalidade, já que o BNDES tem prazo de 60 dias para repassar os recursos em moeda para o Tesouro. Esse dinheiro tem destinação certa. Será usado para financiar gastos correntes (e, se der, também investimentos) nas áreas de Saúde, Segurança Pública, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia. As 23 empresas levadas a leilão pelo governo tiveram valor de venda de US$6,12 bilhões, frente ao valor mínimo de leilão de US$5,05 bilhões, redundando, assim, num ágio médio de cerca de 17%. Com receitas para o setor público de US$4,7 bilhões e uma redução de passivos da ordem de US$4,6 bilhões, a redução total do endividamento somou algo próximo a US$9,3 bilhões (incluindo os dados da A>OMINAS). Para as novas privatizações, cujo programa deverá ser lançado no final deste mês, o governo introduzirá outra moedas-- as sociais (PIS/Pasep e FGTS)-- como possíveis de serem usadas nos leilões de privatização. O estoque de "moedas podres", que era de US$9,7 bilhões (exceto os títulos da dívida externa, MYDFA, cujo estoque era de US$37,6 bilhões) caiu, com o último leilão, da A>OMINAS, para US$2,55 bilhões. Como parcela dessas moedas, que estão nas mãos de fundos de pensão, de bancos e do BNDES, não pode ser zerada das carteiras dessas instituições, o volume disponível cairia, segundo dados do governo, para cerca de US$1,55 bilhão (GM).