O governo brasileiro vai investir este ano US$21 milhões (CR$2,2 bilhões) no projeto de construção de dois satélites artificiais de sensoriamento remoto, que desenvolve com a China. No próximo ano serão investidos mais US$16 milhões. O ministro da Ciência e Tecnologia, Israel Vargas, disse ontem que esse total corresponde a três vezes o volume de recursos aplicados desde 1989, quando o projeto foi lançado. O primeiro satélite, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela Agência Nacional Espacial da China, está previsto para ser lançado em outubro de 1996. As informações obtidas pelos satélites, com abrangência em todo o mundo, terão aplicação em agricultura, florestas, geologia, hidrologia, geografia, cartografia e meio ambiente. Para colocar o satélite em órbita, por veículos lançadores chineses da base da Tai Yuan, no norte da China, o projeto terá um investimento de US$150 milhões, com uma contrapartida brasileira de 30% (JC).