CHACINA DE VIGÁRIO GERAL SERÁ ESCLARECIDA HOJE

A Polícia do Rio de Janeiro vai apresentar hoje o relatório final sobre a chacina de Vigário Geral e o documento envolverá cerca de 30 pessoas, entre elas pelo menos 20 policiais militares, que teriam sido comandados pelo capitão Pirassol Ruas, um dos acusados que estão presos. Ontem, os responsáveis pelas investigações concluíram que a matança dos 21 moradores da favela, em 30 de agosto, foi uma represália pela morte, no dia anterior, de quatro integrantes da PM, que teriam sido assassinados por pessoas envolvidas com os traficantes de drogas da região. Segundo fontes da PM, serão acusados também o deputado estadual Emir Laranjeira (PSDB)-- que foi comandante do 9o. BPM e é ligado a vários acusados-- e o delegado Ramon Alonso Neto, chefe do DFP em Niterói. O deputado teria organizado um grupo no 9o. Batalhão para vingar PMs mortos, e o delegado federal apresentou um álibi falso para o capitão Pirassol. Também ontem, o soldado Wilton Elias da Cunha, que havia fugido na semana passada do 12o. BPM-- onde estava preso por suspeita de ter participado do massacre-- se entregou no quartel. O PM Sérgio Cerqueira Borges, de 30 anos, também foi preso ontem sob suspeita de participar da chacina. Com sua prisão, aumenta para 18 o número de PMs presos, acusados de envolvimento na matança (JC) (JB).