O embaixador Rubens Ricúpero, empossado ontem no Ministério Extraordinário para Articulação de Ações na Amazônia Legal, responderá interinamente pelo Ministério do Meio Ambiente, vago desde anteontem com a demissão do senador Coutinho Jorge (PMDB-PA). Ricúpero informou que a prioridade à frente do Ministério da Amazônia será a de agilizar a liberação de créditos superiores a US$1 bilhão já concedidos por organismos internacionais para aplicação na região. Ele entregou ao presidente Itamar Franco uma exposição de motivos norteando as linhas de atuação do Ministério da Amazônia. Além de propor a criação do Conselho de Coordenação Amazônico, o embaixador também sugeriu a instalação de grupo técnico para preparar uma política integrada de ações para a região. Dentro dessa política integrada, alguns pontos foram destacados por Ricúpero, como a segurança do território. Para o ministro, é preciso aumentar a presença das Forças Armadas na região, principalmente em função dos problemas de fronteira, que determinarão o controle do território brasileiro. A cooperação internacional, que ficará a cargo do Itamaraty, também foi defendida por Ricúpero. Serão avaliados as relações com os países que têm fronteira com a região, com os organismos financeiros como o BIRD, o BID, a OEA e outros parceiros internacionais no projeto piloto para a Amazônia do G-7 (grupo de países industrializados). Ricúpero também reforçou a necessidade de ser mantida a segurança interna da região, com o combate ao narcotráfico. Na área ambiental, serão avaliadas e incluídas questões como a da política indigenista, que está confiada à FUNAI, e o desenvolvimento sustentável. Muitos desses projetos, de acordo com o ministro, dependem da conclusão do trabalho de zoneamento econômico-ecológico, que está sendo coordenado pela SAE (GM) (O ESP).