O diretor de Hidrovias e Desenvolvimento Regional da Companhia Energética de São Paulo (CESP), Sérgio Resende de Barros, afirmou ontem que, sem a implantação de infra-estrutura hidroviária no país, "o MERCOSUL será uma anedota, apenas uma discussão, sem nenhuma viabilidade prática". Ele defendeu a construção de eclusas em todas as barragens de cursos navegáveis no país, ou a implantação de obras que possibilitem a complementação dessas eclusas, que seriam operadas no futuro. Barros informou que o governo de São Paulo, através da CESP, investiu US$200 milhões em obras hidroviárias e deverá investir mais US$200 milhões, para que, no final da atual administração estadual, a hidrovia Tietê- Paraná, "que já é hoje uma realidade parcial, seja em breve uma realidade integral". Segundo o diretor da CESP, a hidrovia já possibilita o transporte de três milhões de toneladas de mercadorias/ano, num percurso de 1.800 km, que deverá estar ampliado para 2.600 km até o final de 1994, ligando as diversas malhas viárias das regiões Leste, Centro- Oeste e Sul do Brasil aos países do MERCOSUL, através do rio Paraná, até Itaipu (JC).