MINISTRO DEFENDE A EXTINÇÃO DO FGTS

O ministro do Trabalho, Walter Barelli, está propondo a extinção do FGTS na revisão constitucional. Segundo ele, o FGTS encarece a mão-de-obra, não representa um seguro para o trabalhador, nem está sendo usado para financiar a casa própria-- uma das finalidades para que foi criado em 1966. "O FGTS é um filhote da ditadura que representou uma redução de direitos do trabalhador. Pesa 8% na folha salarial todo mês e nós precisamos baratear a mão-de-obra", disse. Para o ministro, o mecanismo que vai substituir o FGTS, dando garantias ao trabalhador contra a demissão imotivada, tem que ser negociado com a sociedade. Ele é favorável à privatização dos fundos de indenização aos trabalhadores, que funcionava no país antes da criação do FGTS. Para demitir um trabalhador com menos de 10 anos de casa, a empresa tinha que pagar um salário por cada ano trabalhado. Com 10 anos no emprego, o trabalhador ganhava estabilidade (O Globo).