Segundo o Ministério do Planejamento, a interrupção do fluxo de financiamento do Banco Mundial (BIRD) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) será a consequência inevitável da suspensão unilateral dos pagamentos internacionais do país, causando sérios problemas aos programas de recuperação financeira dos setores elétricos e siderúrgico, além de outros projetos de financiamento da infra-estrutura econômica. De acordo com estimativas do Ministério do Planejamento, que centraliza todas as operações dos dois bancos com o Brasil, no próximo ano fiscal, de julho deste ano a junho de 1988, o país poderá obter financiamentos do BIRD no montante de US$2 bilhões, e entre US$300 milhões e US$500 milhões do BID, caso apresente, no tempo devido, projetos econômicos e socialmente factíveis. "A moratória unilateral forçará as duas instituições a seguir os governos e os bancos privados no rompimento das relações financeiras com o Brasil, redundando, no caso do Banco Mundial, na desistência de patrocinar a operação de co-financiamento de US$1,2 bilhão em favor da ELETROBRÁS, que ainda depende da negociação da parcela de US$700 milhões com os bancos privados". Além dessa operação, o Brasil está reivindicando outra, de igual valor, também para a ELETROBRÁS, e deverá propor um financiamento para atender ao programa de recuperação financeira da SIDERBRÁS, que depende de recursos externos (O ESP).