O soldado Nilton Elias Cunha, um dos acusados de envolvimento na chacina de Vigário Geral, fugiu do quartel do 12o. BPM, em Niterói (RJ), onde estava em regime de prisão administrativa. A fuga do soldado ocorreu na tarde do último dia seis, mas só foi descoberta ontem. O tenente Gilbert, oficial de dia do quartel, que era responsável pela custódia do soldado, foi preso por determinação do comandante do 12o. BPM, coronel Carlos Alberto Dalbello. O oficial será processado com base no artigo 179, do Código Penal, por facilitação de fuga. O Comando-Geral da PM prorrogou por mais 30 dias a prisão administrativa dos 14 policiais suspeitos de participação na chacina (o 15o. suspeito foi quem fugiu). O soldado Arlindo Maginário Filho é o 16o. PM preso sub a acusação de ter participado da chacina. Lotado na DGP (Diretoria Geral de Pessoal) da PM, Arlindo é acusado de ser um dos "cavados corredores". Ele teria aderido ao grupo quando trabalhava no 9o. BPM. Foi preso anteontem à noite. As vaias ao governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), e à Polícia Militar marcaram as comemorações do Dia da Independência, ontem pela manhã. Brizola foi vaiado pelo público-- cerca de 30 mil pessoas-- enquanto passava em revista a tropa, acompanhado do Comandante Militar do Leste, general-de-exército Rubens Bayma Denys, durante a cerimônia de abertura. O grupamento da PM que participou da solenidade também foi hostilizado, em razão dos últimos acontecimentos envolvendo a PM carioca. As Forças Armadas só vão intervir na maior crise da história da PM do Rio se houver pedido forma do governador Brizola. Ontem, durante o desfile militar em Brasília (DF), o porta-voz do Ministério do Exército, general Gilberto Serra, descartou a possibilidade de intervenção (O ESP) (FSP) (JB).