RIO EMPREGA 65 MIL COMO SEGURANÇAS CLANDESTINOS

Vender segurança se tornou uma das atividades mais promissoras no Rio de Janeiro. A cada dia é maior o número de pessoas em busca de segurança, principalmente a clandestina-- mais barata e sem despesas com funcionários. O resultado disso é uma legião avaliada pelo Sindicato dos Vigilantes em cerca de 65 mil pessoas, trabalhando de forma irregular, sem carteira assinada, recebendo menos que o piso da categoria e sem o preparo necessário. As empresas de ônibus também são acusadas de utilizar esse tipo de serviço irregular. O espancamento do estudante Wellinton da Silva, de 17 anos, no mês passado, levou o secretário estadual de Polícia Civil, Nilo Batista, a ordenar investigação sobre as atividades clandestinas das empresas de ônibus. O mercado da segurança clandestina também vem facilitando o surgimento de empresas de fachada. São firmas que oferecem serviços de conservação e limpeza mas têm como principal atividade, na verdade, a segurança. Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Fernando Bandeira, esse trabalho irregular é também responsável pelo aumento da violência no estado. São pessoas sem preparo, muitas vezes policiais expulsos da corporação e
75596 fugitivos do sistema penitenciário, diz (O Globo).