O comando da Polícia Militar de Minas Gerais atribui ao "laboratório humano" que a instituição mantém desde 1948 os baixos índices de criminalidade registrados no estado. O "laboratório" é um programa destinado a prestar assistência a meninos de rua e moradores de favelas e a humanizar soldados e oficiais da corporação. A PM mineira é considerada a menos violenta do país. Ao se deparar com a miséria dos meninos de rua, os soldados passam a
75594 entender o outro lado da moeda, tornando-se mais humanos e menos
75594 revanchistas, afirmou o sargento Ernani de Oliveira, enquanto no último dia três distribuía sopa aos moradores de favelas de Belo Horizonte. A distribuição de sopa faz parte de um conjunto de medidas que a PM mineira vem adotando para se aproximar dos moradores das favelas. As medidas incluem ainda assistência médica e odontológica aos moradores e às famílias carentes, feitas por médicos e dentistas da corporação. A Promotoria de Direitos Humanos de Minas Gerais recebeu nos últimos três anos cerca de 60 denúncias contra policiais militares. "Esse número é pequeno se comparado com as denúncias contra policiais civis no mesmo período (mais de 600)", afirma o promotor de Justiça José Fernando Sarabando. Pelas estatísticas da própria corporação, este ano não houve nenhuma morte de PMs e de civis durante confrontos da polícia com acusados de crimes. Também não houve expulsão da corporação (FSP).