ITAMAR QUER AVALIAR A TELEBRÁS

O presidente Itamar Franco vai reunir extraordinariamente o Conselho de Administração da TELEBRÁS para fazer uma avaliação da atuação da empresa estatal. Ele quer saber detalhes de todas as operações externas, investimentos, gastos com pessoal, política tarifária e metas de instalação de telefones. Ontem, o presidente da empresa, brigadeiro Adyr Silva, não convenceu os membros da Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação da Câmara dos Deputados de que a operação para lançamento de ações no mercado financeiro dos EUA foi normal e transparente. O deputado Paulo Heslander (PTB-MG) apresentou ao plenário da comissão cópia da ata da reunião da diretoria, realizada em 20 de abril, comprovando que a decisão para a escolha da corretora Merrill Lynch foi excluída do documento oficial da TELEBRÁS, "para permitir negociações paralelas". O ex-diretor financeiro da TELEBRÁS, Mauro Brito, é acusado de ter pedido US$15 milhões em propinas à corretora Merrill Lynch para coordenar o lançamento de US$150 milhões em ações no mercado financeiro norte- americano, de um total de US$600 milhões (quase CR$60 bilhões). Mauro Brito se apresentou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por ocasião de sua indicação para a diretoria da TELEBRÁS, como diretor da cooretora Copam-- o que o qualificava para o cargo. Consulta ao Banco Central mostrou que seu nome não consta dos registros do BC (O ESP).