BRASIL LIDERA PROSTITUIÇÃO INFANTIL NA AMÉRICA LATINA

A miséria e a fome, dois problemas que o governo brasileiro vem tentando combater, já alcançaram índices recordes: o primeiro lugar em prostituição infanto-juvenil da América Latina e o segundo no mundo (o primeiro é a Tailândia), segundo dados apurados pelo Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (CBIA), do Ministério do Bem-Estar Social. De acordo com os números, em posse da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Câmara dos Deputados, que investiga a exploração e a prostituição infanto-juvenil, existem no país mais de 500 mil meninas menores de idade prostituídas. Para a presidente da CPI, deputada Marilu Guimarães (PFL-MS), "a exploração e a prostituição de crianças e de adolescentes no Brasil estão nitidamente vinculadas à desagregação familiar e são frutos da miséria e da fome". A CPI recebeu várias denúncias de exploração e prostituição de menores. Entre estas, conforme informou a deputada, estão a do tráfico de meninas para a prostituição nos garimpos dos Estados do Amapá, Maranhão, Acre e Pará; a de meninas escravas na região amazônica; a da participação das Polícias Militar e Civil nas redes estaduais de aliciamentos de crianças; e do Brasil ser um dos principais países na rota do "pornoturismo". O ministro do Bem-Estar Social, Jutahy Magalhães Júnior, já denunciou à CPI que crianças na faixa etária entre 10 e 16 anos estão sendo levadas à morte, vítimas da prostituição (O ESP).