INB DISSOLVE SOCIEDADE COM OS ALEMÃES

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) dissolveu, no último dia 30, a sua sociedade com a Siemens e a Steag, ambas alemãs, na NUCLEI, a empresa criada no âmbito do programa nuclear brasileiro para o enriquecimento do urânio. O processo de enriquecimento de urânio escolhido pela antiga NUCLEBRÁs para a sua subsidiária NUCLEI-- o de jato centrífugo-- revelou-se viável tecnicamente, mas de custo elevado, quando comparado aos métodos alternativos. Agora, a INB absorve a NUCLEI e examinará a possibilidade de utilizar a tecnologia desenvolvida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e pela Marinha de enriquecimento pela ultracentrifugação. Os alemães, sócios do Brasil no programa nuclear, tinham 25% do capital da NUCLEI. Os demais 75% eram da INB, que agora passa a deter 100%. A usina de demonstração do enriquecimento do urânio pelo método do jato centrífugo tem 95% de suas instalações concluídas, mas não chegou a ser testada para fins comerciais. O urânio utilizado em Angra 1 é enriquecido no exterior e transformado em elemento combustível no Brasil (GM).