Se depender do Congresso Nacional, os índios yanomamis não vão viver nos 9,4 milhões de hectares de terras demarcadas para eles, em Roraima. Mais da metade dos deputados e senadores (51%), segundo pesquisa do "DataFolha", acha que a área deve ser diminuída. Apenas 31% são contrários à redução e 17% preferiram não emitir opinião. Os maiores Inimigos" das terras yanomamis são os parlamentares do PTB. Para 76% dos integrantes do partido, a área yanomami, onde vivem cerca de nove mil índios, é maior que o necessário. Outro partido que defende a redução da área, que ocupa 25% do território de Roraima, é o PP-- 75% dos parlamentares querem a redução da reserva. Também o PPR defende a alteração-- 71% defenderam a diminuição. Pela pesquisa, 92% dos parlamentares do PT não querem que os yanomamis fiquem sem um palmo da área demarcada-- só 3% votariam a favor da redução. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 27 de agosto com 454 dos 584 parlamentares (78% do conjunto do Congresso Nacional). Além de defender a redução da área yanomami, a maioria dos parlamentares da região Norte do país afirma que não houve o massacre dos índios em Roraima. O próprio governador de Roraima, Ottomar Pinto (PTB), disse que enquanto não forem encontrados corpos não há provas de que houve massacre. O presidente da FUNAI, Cláudio Romero, diz que os parlamentares de Roraima defendem interesses econômicos e estimulam a invasão. Na semana passada, o ministro da Justiça, Maurício Corrêa, foi pressionado pela bancada de Roraima a demitir Romero (FSP).