O soldado PM Nilton Brígio, do 5o. BPM (Harmonia), testemunha de defesa do massacre da Candelária, confirmou ontem à juíza do II Tribunal do Júri, Maria Lúcia Capiberibe, a versão de que um policial civil e um militar do 23o. BPM (Leblon) faziam parte do grupo de 12 homens, que ele encontrou no cruzamento da Rua Almirante Barroso com o Largo da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro (capital), algumas horas antes do crime, na madrugada do dia 23 de julho último. Ele disse tê-los visto quando saiu da cabine do Largo da Carioca, onde estava de serviço. Segundo ele, o grupo abordou crianças de rua da Carioca, à procura do chefe do grupo da Candelária, Marco Antônio dos Santos, o Ruço, um dos oito menores assassinados na Candelária. O depoimento do policial encerrou o sumário de culpa, onde foram ouvidas nove testemunhas de acusação. Os sobreviventes reconheceram como autores do crime o serralheiro Jurandir Gomes de França e os PMs Cláudio Luís Andrade dos Santos, Marcelo Cortês e Marcos Vinícius Emmanuel (JB).